Congressistas ´enforcam´ a quinta-feira

Dos 23 deputados presentes, só 15 fizeram discursos. No Senado, nove parlamentares estiveram na Casa

Brasília. Apenas 32 dos 594 congressistas – 5,38% do total – compareceram ao Senado e Câmara ontem após Carnaval. A sessão na Câmara durou menos de uma hora e meia. Isso é raro de acontecer, já que geralmente os deputados presentes usam o espaço da TV Câmara para fazer discursos para as suas bases eleitorais.

Apesar de, segundo a secretaria da Casa, 23 deputados federais estarem no local até às 16 horas, só 15 fizeram discursos no plenário. Já no Senado, 9 congressistas estiveram presentes.

A ausência de deputados na Câmara na semana de Carnaval já é tradicional. Por isso, o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), avisou na semana passada que não haveria votações nesta semana.

Votações

Maia disse que na semana que vem todos os deputados devem estar na Câmara para decidir sobre matérias importantes. Na terça-feira começa a discussão e a votação do projeto de lei que cria a Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp).

Também na terça, a comissão que analisa o projeto de Lei da Copa do Mundo e Copa das Confederações retoma a discussão da matéria. Serão escolhidos ainda os presidentes e vices das 20 comissões técnicas da Casa.

Fonte: diariodonordeste

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Cinema: “Tão forte e tão perto” se perde em truques e artifícios

A tragédia das Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001 é o pano de fundo da história sentimental deTão forte e tão perto, novo drama do inglês Stephen Daldry que conquistou duas indicações ao Oscar -melhor filme e melhor ator coadjuvante para o sempre magnético intérprete sueco Max von Sydow, num papel em que ele não pronuncia uma única palavra. E ainda assim diz tudo.

O problema do filme é bem o contrário do misterioso personagem de von Sydow. Tudo aquilo que no veterano ator sueco, habitué de filmes de Ingmar Bergman como O Sétimo Selo (1957), é contenção e intensidade, no filme de Daldry quase sempre se torna artifício e excesso.

A jornada central é do menino Oskar Schell (o talentoso estreante Thomas Horn). Aos 11 anos, ele sofre a morte do pai (Tom Hanks) no World Trade Center. Por mais que tente, a mãe, Linda (Sandra Bullock), não consegue comunicar-se com o filho, que ignora o quanto a magoa por essa espécie de indiferença emocional.

É como se ele rejeitasse o fato de ter sido ela a sobrevivente, não o pai, que se ocupava tanto dele, criando uma infinidade de brincadeiras e tarefas criativas para a mente inquieta do menino -que pode ter a síndrome de Asperger, um distúrbio que afeta a socialização.

Para lidar com a dor da perda paterna, um trauma que tem sérias dificuldades para expressar, Oskar desenvolve sistemas engenhosos. Primeiro, montando uma espécie de oratório em sua homenagem, do qual consta, sinistramente, a gravação na secretária eletrônica que registrou as últimas ligações do pai, preso no World Trade Center em chamas -e que o menino escondeu da mãe.

Depois, elaborando uma complexa estratégia para descobrir a serventia de uma misteriosa chave, encontrada no armário do pai.

A chave se encontrava num pequeno envelope, em que estava escrita a palavra Black. Oskar decide, então, empreender uma busca detetivesca pela cidade de Nova York. Na lista telefônica, encontrou 472 pessoas com o sobrenome Black, que passará a procurar daí em diante. Tudo sem informar à mãe, que aparentemente não sabe de nada.

O plano de Oskar parece bem arriscado, não só pelo tamanho da tarefa, como pelo fato de que decidiu cruzar a grande cidade a pé, sem usar transporte público, em busca dos Blacks. O risco de ser rechaçado é outro mas, já na primeira visita, a Abby Black (Viola Davis, de “Vidas Cruzadas”), parece que não será este o problema.

Apesar de estar sendo abandonada naquele instante pelo marido, William (Jeffrey Wright), e debulhada em lágrimas, ela acolhe o menino. Mas não tem nenhuma informação sobre a chave.

A busca prossegue, infrutífera, enquanto Oskar vai aos quatro cantos da cidade, sem ser tocado por qualquer perigo, nem propriamente maltratado por ninguém. De repente, ele ganha até um companheiro de investigação, o misterioso inquilino de sua avó (Max von Sydow). Por algum motivo, ele não fala. Comunica-se por escrito e especialmente pelas mãos, numa das quais já escreveu “sim”, na outra, “não”.

Todos estes detalhes exóticos estabelecem um clima de fábula, que poderia funcionar melhor, caso contassem com uma disposição mais enxuta e fluente, ou uma preocupação menor do diretor de criar um clima edificante. Do modo como foi escrita e conduzida, a narrativa se artificializa cada vez mais, deixando escapar o drama real e profundo da desestruturação desta família por uma tragédia absurda, que atingiu milhares de outras em Nova York.

Mais simplicidade, mais intensidade soariam mais verdadeiros. Não dá para acreditar muito, por exemplo, na passividade da mãe de aceitar que o menino se arrisque pelas ruas de Nova York à procura de estranhos.

Um detalhe mais adiante explica algo sobre essa atitude dela e com certeza se poderia ter suspeitado disso antes. Mas a explicação chega tarde. A esta altura, e não só por esse motivo, “Tão forte e tão perto” já afundou num mar de truquezinhos, de artifícios.

A genuína emoção ficou em algum lugar pelo caminho, apesar do talento do notável elenco envolvido.

Fonte: correiodobrasil

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Adolescente morre em acidente em parque de diversões em São Paulo

Garota tinha 14 anos e teria sido atingida pelo assento do brinquedo ‘La Tour Eiffel’, no Hopi Hari; ela sofreu tramatismo craniano

Uma adolescente de 14 anos morreu nesta sexta-feira, por volta das 10h20, em um acidente com o brinquedo ‘La Tour Eiffel’ dentro do parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. As informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa do parque.

Segundo relato de um frequentador, que estava na fila para entrar no brinquedo no momento do acidente, a adolescente teria sido atingida na cabeça pelo assento do elevador, que descia em alta velocidade.

A jovem foi levada para o Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí, cidade vizinha a Vinhedo. Segundo a administração da casa, a adolescente já teria chegado morta ao hospital, com traumatismo craniano.

Em nota, o parque disse lamenta profundamente o ocorrido e “está prestando toda a assistência à família da vítima e apoiando os órgãos responsáveis na investigação sobre as causas do acidente”.

Brinquedo

O aparelho é uma réplica da Torre Eiffel. Conhecido como o ‘elevador’, ele possui 69,5 metros de altura com assentos que sobem a 5 metros por segundo. Os visitantes ficam parados por 2 segundos na altura de um prédio de 23 andares. Segundo o próprio parque, com o tranco do assento, os usuários despencam em queda livre chegando a 94 Km/h.

Outro caso

Em setembro de 2007, o estudante Arthur Wolf, de 15 anos, morreu após passar pela atração Labirinto, do parque. O brinquedo era uma sala escura com corredores nos quais funcionários fantasiados de monstros dão sustos nos visitantes. Pelo ambiente é espalhada fumaça de gelo seco.

Os médicos que atenderam o garoto disseram que a morte foi causada por choque anafilático, seguido de parada cardiorrespiratória.

Fonte: iG

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Ministério Público terá força-tarefa para impedir candidatura ficha suja

O Ministério Público Estadual (MPE) de Mato Grosso do Sul prepara força-tarefa para

Foto: Divulgação Juiz eleitoral Ary Raghiant destaca importância da Lei da Ficha Limpa

analisar os passados dos candidatos e impedir os políticos de ficha suja insistirem em disputar as eleições municipais. Com prazo apertado de apenas três dias após os registros de candidaturas para checar o histórico de todos os candidatos, o MPE começará a se reunir já a partir deste mês para definir um esforço concentrado com metas que permitam o cumprimento efetivo da Lei da Ficha Limpa. Para o juiz eleitoral Ary Raghiant Neto, o órgão terá papel fundamental no processo de faxina política por ser o responsável por apresentar as denúncias que tornam os candidatos inelegíveis.

Conforme o promotor de Justiça Rogério Augusto Calabria de Araújo — da 36ª Zona Eleitoral, responsável pelos registros de candidaturas em Campo Grande — os fichas sujas nem sequer deveriam se candidatar, mas se insistirem mesmo tendo histórico de condenação serão barrados pelo MPE conforme determina a legislação. “Nós vamos interpretar conforme a lei (da Ficha Limpa) e ver se a pessoa deve ser barrada ou não”, adiantou o promotor, que atua também na esfera criminal.

Organização eleitoral

Para analisar cuidadosamente o passado dos candidatos e os crimes eleitorais, entre outras questões relacionadas ao pleito, o Tribunal Regional Eleitoral baixou em dezembro do ano passado portaria definindo as competências de cada zona eleitoral. Com a 8ª e 36ª zona, à qual pertence o promotor Rogério Calabria, caberá analisar todos os registros de candidatura na Capital e oferecer denúncias para impugnação dos candidatos fichas sujas. Já a 53ª zona cuidará da propaganda eleitoral e a 44ª da prestação de contas dos candidatos. “Cada zona eleitoral tem uma competência determinada pelo TRE justamente para cuidar de uma parte definida da eleição, senão não dá conta porque são muitos candidatos e muitos partidos”, explicou o promotor. No interior do Estado a análise dos registros ficará a cargo das zonas eleitorais e promotorias de Justiça do MPE nos respectivos municípios.

Mesmo com a divisão, adiantou o promotor, há preocupação devido ao curto prazo para analisar o histórico dos candidatos e garantir que os inelegíveis fiquem fora do pleito. “Nós estamos preocupados com essa situação, até porque é a primeira vez que a lei vai ser aplicada integralmente e vai dar uma briga jurídica muito grande”, afirmou o promotor, que para otimizar o trabalho do MPE se reunirá com os juízes eleitorais e promotores das zonas responsáveis pela impugnação para traçar estratégias e garantir que em 2012 haja apenas candidatos ficha limpa à disposição do eleitorado da Capital. “Mas eu acho que o maior fiscal da eleição é o eleitor através do voto, a maior fiscalização é feita através do eleitor”, concluiu

Fonte: correiodoestado

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Bola metálica de 30 kg cai do céu

Uma esfera metálica oca e com cerca de 30kg caiu do céu e causou alvoroço no interior do Maranhão. Moradores de Anapurus, a 280km de São Luís, se assustaram com o objeto, que caiu no quintal de uma casa, abrindo uma cratera de um metro de profundidade.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o objeto é, provavelmente, parte de um satélite. A Polícia Militar levou o globo ao quartel do município, mas ainda não definiu para onde a peça, que é um pouco maior que um botijão de gás, será enviada.

Em nota, o Comando da Aeronáutica afirmou que “não dispõe de estrutura especializada para realizar investigações científicas a respeito desse tipo de fenômeno aéreo, o que impede a instituição de apresentar qualquer parecer sobre esses acontecimentos”.

Fonte: diariodepernambuco

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TAÇA GUANABARA: Fluminense vence e vai à final contra o Vasco

Na segunda semifinal da Taça Guanabara, nesta quinta-feira, a emoção ficou para o fim. O Fluminense superou o Botafogo na disputa por pênaltis (4 a 3) e fará a final contra o Vasco, no domingo, no Engenhão. Coube ao ídolo alvinegro Loco Abreu o papel de vilão, após empate por 1 a 1 no tempo normal. O uruguaio bateu a quinta cobrança alvinegra da série e parou nas mãos de Diego Cavalieri, que também defendeu chute de Lucas e se tornou o herói da noite. Os gols do Clássico Vovô, que teve o Tricolor um pouco superior, principalmente no segundo tempo, foram de Elkeson e Leandro Euzébio, também perto do desfecho, que foi eletrizante.
O resultado não acaba com o jejum de vitórias do Fluminense em clássicos cariocas (agora, de 12 partidas). Mas pelo menos deixa para trás dois tabus recentes, que incomodavam: a marca de empacar nas semifinais da Taça Guanabara – foi eliminado nos últimos quatro anos – e a de não superar o Botafogo em jogos decisivos ultimamente – perdera os últimos quatro duelos (três semifinais e uma final de turno).
Já o Alvinegro, único grande carioca fora da Taça Libertadores, terá o segundo turno para correr atrás da vaga na decisão do estadual. A trajetória recomeça às 19h30m da próxima quarta-feira, em partida contra o Americano, no Godofredo Cruz.
Equilíbrio geral, mas muitos erros
Com esquemas semelhantes, era de se esperar que as jogadas não fossem muito distintas. O primeiro tempo se baseou em velocidade pelas pontas, quase sempre terminando num cruzamento. A bola aérea, no entanto, não estava nada afiada em ambos os lados. Isso se deveu ao desempenho apagado das duas estrelas ofensivas: Fred, vigiado de perto por Antônio Carlos, e Loco Abreu, sumido, mas que eventualmente via Leandro Euzébio como sombra.
O ritmo do clássico foi frenético e pegado no começo, mas, diferentemente da semifinal de quarta-feira, entre Vasco e Flamengo, a qualidade técnica decepcionou. O erro no último passe prevaleceu e brecava a empolgação. Participativos, Elkeson e Thiago Neves armaram boas tentativas, com dribles importantes no meio, mas não conseguiram dar sequência nas tabelas.
Até as armas recentes de Oswaldo de Oliveira e Abel Braga – Herrera e Wellington Nem – também falharam. A dupla, bem marcada, quando tocou na bola, acertou pouco. Do lado do Botafogo, a marcação era frouxa até a intermediária. Os tricolores, por sua vez, optaram por uma pressão maior. E, pouco a pouco, quem contribuiu para a cadência do jogo foi a arbitragem de Péricles Bassols, que apontava falta em qualquer contato, irritando ainda mais os já nervosos times.
No geral, Jefferson teve mais trabalho do que Diego Cavalieri na etapa inicial. Em sequência, duas das bolas mais perigosas pararam nas mãos dos goleiros. Primeiro, Elkeson, aos 12 minutos, bateu com efeito e viu a chance ser espalmada para o alto. Depois, Fred e Deco esbarram no camisa 1 do Glorioso, em arremates de dentro da área – a segunda defesa foi de pura coragem.


Gols incendeiam a semifinal
O equilíbrio era marcante e só perdia para a falta de capricho. Mesmo antes do intervalo, o duelo já tinha cheiro de disputa de pênaltis. Parecia que seria preciso um erro fatal ou uma mudança efetiva. Nada disso acontecia, porém. Precavidos, os treinadores pagaram para ver e mantiveram o espelho: um time parecia a imagem refletida do outro, até nas características dos jogadores.
O Flu, ainda assim, voltou mais aceso e mostrava que poderia dominar. Foi capaz de acuar o Botafogo e criar três oportunidades em 15 minutos. A melhor delas em cabeçada certeira de Thiago Neves, que fez Jeffeson praticar belíssima defesa, aos 13. A insistência no jogo aéreo tinha Fred como alvo, mas Antônio Carlos seguia soberano na briga. Os tricolores reclamaram de pênalti num lance polêmico, já que Nem foi tocado por Márcio Azevedo.
Passada a parada técnica, nada de substituições. Da arquibancada, ansiosos por uma jogadinha individual  correta que fosse, os torcedores começavam a inflamar as equipes da arquibancada. Abel, então, pôs Araújo em campo no lugar de Wellington Nem. Antes que pudesse ter resultado, o alvinegro Lucas lançou Herrera, o sistema defensivo errou ao fazer linha de impedimento, e o argentino deixou Elkeson livre para escorar e abrir o placar para o Botafogo, aos 28.
A movimentação mexeu com o jogo, que não parou mais nos minutos posteriores. O Fluminense não se abateu e teve Rafael Moura entrando no lugar do lateral Bruno. O empate amadurecia, até que, também numa linha de impedimento que Azevedo não acompanhou, Leandro Euzébio recebeu na área, aos 34, e só escolheu o canto para balançar a rede e igualar tudo de novo. O Tricolor mereceu, pois era superior.
O panorama, assim, tornou a mudar: Oswaldo de Oliveira desfez a troca e mandou Caio a campo, na vaga do volante Marcelo Mattos, atendendo aos gritos da galera. O lá e cá continuou, e a semifinal crescia em emoção. O Botafogo assustou em jogada secreta ensaiada, mas de nada adiantou. Chances claras, mesmo, não aconteceram, e os goleiros seguraram a onda quando exigidos, acalmando os companheiros.
Não teve jeito. Com apenas dois minutos de acréscimo, Péricles Bassols jogou para a marca da cal a definição do adversário do Vasco no domingo.
Três pênaltis perdidos. Loco perde o final
A lista de batedores dos técnicos indicava o atacante Loco Abreu e o zagueiro Anderson para fechar. O Flu venceu o cara e coroa para começar a série. Fred marcou; na sequência, Andrezinho também fez o seu; Jean destoou e bateu muito mal, para a defesa de Jefferson; Herrera deu sua pancada tradicional e empatou; Thiago Neves também fez; Lucas desperdiçou; Renato e Rafael Moura anotaram os seus gols; e, no fim, Loco Abreu, logo o ídolo, parou em Cavalieri. Fluminense na final da Taça Guanabara.
Fonte: folhadosertão e globoesporte
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Baixe agora programa para preenchimento da declaração do Imposto de Renda 2012

Contribuinte poderá fazer download nesta sexta para envio a partir de 1º de março

Conforme o previsto, a Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) o download do PDG (Programa Gerador da Declaração) para o IR (Imposto de Renda) 2012 na http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2012/declaracao/download-programas.htm

Neste ano, o Leão antecipou a disponibilidade do aplicativo em uma semana como estratégia para evitar congestionamento do sistema nos primeiros dias de envio do documento. O pedido partiu dos próprios contribuintes.

Assim, o contribuinte que pretende acertar as contas com o Fisco no início do prazo, o que daria direito ao recimento da restituição nos primeiros lotes, pode baixar o programa hoje e enviar a declaração a partir do dia 1º de março.

O prazo vai até as 23h59min59seg do dia 30 de abril. A multa continua a mesma para quem não declarar no prazo: mínimo de R$ 165,74.

De acordo com a secretária-adjunta da Receita Federal, Zayda Bastos Manatta, quase não há novidades no programa deste ano. O menu em forma de linha de metrô, por exemplo, fez sucesso e continua sendo oferecido para facilitar o preenchimento das informações fiscais.

- Essa ferramenta teve acesso de mais de 26 milhões de contribuintes. Cerca de 80 mil deles responderam a um questionário que fizemos e 89% encontraram o que buscavam. Em time que está ganhando não se mexe.

Segundo informou a secretária-adjunta, um erro comum dos contribuintes foi corrigido no novo programa. Até o ano passado, os contribuinte que tinham imposto a pagar imprimiam as guias de recolhimento (Darf) de uma só vez e programavam o pagamento.

- Esses contribuintes esqueciam que cada cota deveria ser corrigida pela Selic. Com o novo programa, o contribuinte só pode imprimir a primeira cota ou a cota única. As demais terão de ser retiradas no próprio site da Receita no mês de pagamento. O parcelamento continua o mesmo: em até oito vezes.

Outra novidade do ano passado que continua no programa é o menu fixo do modelo simplificado ou completo. Até a declaração de 2010, a pergunta sobre qual modelo de declaração escolher vinha apenas no final do preenchimento.

A mudança simplificou a escolha, uma vez que o contribuinte for preenchendo a declaração o programa já diz se ele deve usar o modelo simplificado (dedução de 20% sem necessidade de comprovação) ou completo (sem limite de deduções, mas com necessidade de comprovação).

Congestionamento

O Fisco também promete trabalhar para evitar um problema constante nos anos anteriores: o congestionamento tanto no download do programa quanto na entrega das declarações.

A coordenadora-geral de tecnologia da informação da Receita Federal, Claudia Maria de Andrade, afirma que o órgão ampliou a capacidade em 20% e investiu em servidores exclusivos para cada operação. Ou seja, quem estiver baixando o programa não vai competir pela banda de internet utilizada por quem envia a declaração.

- Nossa capacidade média de download é em torno de 1 milhão de programas por dia. O contribuinte tem um padrão histórico e detectamos que, nos primeiros dias, há uma média de download de 150 mil a 200 mil programas por dia. Nosso servidor está preparado para receber até 3,5 milhões de declarações diariamente.

Claudia Maria também adiantou que a Receita está trabalhando para oferecer o programa em tablets, mas ainda não para este ano.

- Os tablets têm uma peculiaridade em relação aos drivers. Teríamos de ter um aplicativo específico para esses equipamentos. A Receita está trabalhando para resolver isso, mas não teremos para esse ano.

Previsão

A expectativa da Receita é receber 25 milhões de declarações de Imposto de Renda este ano. Em 2011, foram enviados 24,37 milhões de documentos. Segundo Joaquim Adir, supervisor do Programa do Imposto de Renda, além da recomposição salarial, houve o ingresso de trabalhadores no mercado de trabalho.

De acordo com Adir, a previsão de pagamento do primeiro lote de restituição é no dia 15 de junho. Para ter direito à restituição nos primeiros lotes, os declarantes devem preencher e enviar o formulário eletrônico logo no início do prazo. As pessoas com idade acima de 65 anos têm prioridade. A regra não vale se forem constatadas inconsistências ou pendências na declaração.

Regras

Quem teve renda superior a R$ 23.499,15 em 2011 está obrigado a enviar o documento e o prazo vai de 1º de março a 30 de abril de 2012.

Também entram na obrigatoriedade os brasileiros que receberam rendimentos superiores a R$ 40 mil isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte; quem teve ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou operou na Bovespa; e teve renda bruta maior que R$ 117.495,75 em atividades rurais.

Donos de terras ou qualquer outra propriedade no ano passado com valor superior a R$ 300 mil também é obrigado a mandar o documento, assim como os estrangeiros que passaram a viver no Brasil. Para completar, o contribuinte que vendeu imóvel residencial e, dentro de 180 dias, adquiriu outra moradia também faz parte da regra e deve enviar o documento para a Receita.

Quem atrasar ou por algum motivo não entregar a declaração está sujeito a multa que varia de R$ 165,74 a 20% do total devido. Quem perder o prazo poderá entregar o documento via internet ou por meio de mídia removível (disquete) nas agências da Receita, em horário de expediente. Vale lembrar que, neste caso, há o risco de se pagar multa.

Fonte: R7

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